sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Magno, o Homem-Magnético

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2228788-tom_dalton__earth_x_Muito antes de Magneto estar certo e ter proclamado sua guerra contra a humanidade em prol dos mutantes, existia o pacato Tom Dalton, que, ainda nos anos 1940, se tornou o super-herói conhecido como Magno, o Homem Magnético graças a um pequeno empecilho ocorrido com ele enquanto exercia sua profissão. Mas você deve se perguntar: ‘que tipo de acidente no trabalho foi esse?’ Ah, coisa simples, Tom, que era um lineman da Atlas Electric Company, foi eletrocutado, e consequentemente morto, ao levar uma descarga de 10.000 volts de corrente contínua (D.C – do inglês Direct Current). Na tentativa de ajudar seu companheiro, um colega de serviço conseguiu trazê-lo de volta à vida após uma descarga de 10 mil volts de corrente alternada (A.C – do inglês Alternate Current). Isso não só trouxe Dalton de volta a vida, como também lhe deu poderes. Não sei o que seria melhor, processar a Atlas e ganhar uma boa grana devido ao acidente enquanto praticava sua profissão ou morrer e ressuscitar com poderes...

823383-magnoCriado para a Quality Comics por Paul Gustafson (notável artista e escritor da Era de Ouro que também criou heróis como o Bomba Humana) Magno fez sua estreia Smash Comics #13, publicada em agosto de 1940, em uma história auto-intitulada que mostrava sua origem. Ele continuou aparecendo por apenas mais nove edições até ser substituído por Jester, o Coringa. Magno foi um dos diversos heróis de curta duração que estrearam durante o auge da expansão super-heróica da Quality. Suas histórias se concentravam principalmente em suas aventuras como fantasiado, o que deixava a vida pessoal de Tom Dalton inexplorada. Sabe-se apenas que como um lineman em uma cidade costeira, ele muitas vezes tinha que dar desculpas rápidas para esquivar-se de seu emprego e lutar contra a injustiça. Tom teve uma pequena, mas bem sucedida carreira heroica. Entre suas façanhas, ele impediu um cruzeiro de ser torpedeado por um submarino alemão, parou uma onda de assaltos a bancos na cidade de Hillcrest, salvou Bob Green de ser injustamente eletrocutado, e preservou o segredo de Kali-Hana.
 
Em 1956, a Quality teve fechou as portas e em 1957, a DC Comics adquiriu o direito de publicar os personagens da finada editora, o que, obviamente, incluía personagens como Magno, Falcões Negros, Homem-Borracha e muitos outros. Ao contrário de Homem-Borracha e os Falcões, Magno, junto a muitos outros esquecidos e nem tão populares personagens da Quality, sentou seu bumbum na prateleira ao longo da Era de Prata.fCom a DC Comics entrando na Era de Bronze, o escritor apaixonado pela Era de Ouro Roy Thomas tomou posse estável dos heróis da DC da década de 1940. Thomas tentou revitalizar toda aquela mitologia e de forma retroativa criou um nova super equipe de guerra chamado Comando Invencível. Thomas colocou praticamente todos os heróis da Era de Ouro como parte deste grupo. Com All-Star Squadron# 31, Thomas trouxe os personagens da Quality para a continuidade da Terra-2. Através de um retcon Thomas fez com que Magno tinha sido membro da primeira versão dos Combatentes da Liberdade (formados por: Tio Sam, Homem-Hora I, Miss América, Justiça Invisível, Torpedo Vermelho, Neon e Magno). Em All-Star Squadron # 32, Tio Sam explicou como ele recrutou Magno e outros para formar os Combatentes da Liberdade. Sam recebeu uma premonição do ataque a Pearl Harbor e estes heróis foram tentar impedir o ataque de acontecer. Depois de idas e vindas, eles foram emboscados e toda a equipe foi deixada para morrer. Magno foi o único que realmente morreu naquele dia (apesar de, no momento da publicação deste conto, foi sugerido que todos os Combatentes, exceto Tio Sam, tinham sido mortos).

823373-magno03Na esteira da Crise Nas Infinitas Terras, o Multiverso foi apagado. Não havia mais Terra 2 ou Terra-X. Thomas precisava renovar algumas das histórias que ele tinha desenvolvido. Agora, em vez de múltiplas Terras, as façanhas de Magno, os Combatentes da Liberdade e o Comando tiveram terreno em uma só Terra durante a Segunda Guerra Mundial. Todas as histórias se passavam, com algumas mudanças, na Terra que surgiu após a Crise. Thomas ainda escreveu uma história que mostrava que todos os membros dos Combatentes originais, menos Magno, não morreram e sobreviveram à Segunda Guerra Mundial e até pouco antes dos Novos 52 estavam por aí. (Se bem que Neon aparece na recente mini do Bomba Humana). 

Vale lembrar que Magno aparece ao lado de centenas de heróis Era de Ouro na minissérie do selo Elseworlds de James Robinson, Era de Ouro. Magno é visto muito pouco na série, sendo visto apenas como um da miríade de heróis que combate Dynaman no final da série.
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 Embora seu nome sugerisse que ele apenas tinha o dom do magnetismo, Magno era na verdade uma bateria viva, ele canalizava eletricidade. Usando as correntes dentro dele, ele poderia criar uma variedade de efeitos. Ele tinha uma espécie de "super-olhos" que o fazia ver de grandes distâncias e ele também usava pulseiras de metal que criavam um campo eletromagnético poderoso quando ele aplicava seus poderes. Além disso, a força resultante podia impulsioná-lo em super-velocidade. Ele, além de ser imune a eletricidade, também podia criar uma espécie de campo de força que pode repelir objetos metálicos. E, claro, o que não podia faltar: ele controlava objetos metálicos. Entretanto, às vezes seu poder meio que se ‘esgotava’ e ele tinha que recarregar a si mesmo tocando em fios expostos. 

O Magno original da Era de Ouro chegou a ter algumas de suas histórias publicadas no Brasil. Curiosamente, sua identidade secreta de Tom Dalton foi alterada bizarramente para Nelson Bastos. Confira a relação das revistas brasileiras com o Magno da Era de Ouro AQUI!

magno2_USFFv2_04Um segundo Magno surgiu em Uncle Sam and the Freedom Fighters #3 de 2008. Este Magno era um habitante de Blüdhaven quando a Sociedade Secreta de Super-Vilões jogou Químio sobre a cidade, a destruindo. A explosão nuclear acabou acionado o gene meta em muitos de seus habitantes sobreviventes. A maioria desses habitantes foram levados por um ramo do governo dos EUA chamado S.O.M.B.RA para experiências. Eles tiveram suas habilidades desenvolvidas e passaram por controle mental para manter a América segura à todo custo como operativos da S.O.M.B.R.A. Magno foi um desses agentes. Ele foi atribuído a uma equipe conhecida como Crusaders.
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Com as novas versões atualizadas de Tio Sam e os Combatentes da Liberdade, os escritores Jimmy Palmiotti e Justin Gray extraíram ao máximo de histórias da Quality e aventuras dos Combatentes na Era de Prata para criar aliados e inimigos dos seus novos Combatentes. Os dois renovaram o antigo Magno da Quality. A equipe do novo Magno, os Crusaders também foram baseados em super time que lutou contra os Combatentes da Liberdade nas páginas da Freedom Fighters # 7-9. O design deste novo Magno foi criado pelo artista Renato Arlem. Vale lembrar que este Magno foi concebido como um ‘personagem one-shot’, e só o tempo dirá se ele é visto novamente.

Nota: Até o momento, não foi revelada nenhuma conexão entre este novo Magno e o Magno original, Tom Dalton.
 
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Mas o legado de Magno não acaba aqui. Se olharmos atentamente ao futuro da Terra 247, encontramos entre a fileira dos Legionários deste universo paralelo Dyrk Magz, o Magno desta Legião. Dyrk era como Cósmico, um Braaliano nascido com o dom de controlar campos magnéticos. Magz também foi membro da Polícia Científica e provavelmente foi apagado junto a todo o Universo da Terra 247. Dyrk até tem certa semelhança com Tom.
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Curiosidade: Outro herói chamado Magno estreou pouco antes do herói da Quality aparecer pela primeira vez. Este personagem em questão estreou em Super-Mystery Comics #1 (Julho de 1940) da Editora Ace. Este personagem foi a estrela da capa e também estrelou Ace's Four Favorites. Não há conexão entre os dois, mas seus poderes eram um pouco semelhantes. Este Magno se encontra em domínio público.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Bozo, o Homem de Ferro

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 Quando se ouve o nome Bozo, todos nos lembramos do famoso palhaço, porém, muito antes de o badalado Tony Stark tirar onda de cientista espacial, exista outro elétrico, atômico e genial Homem de Ferro: Bozo, ou melhor, Hugh Hazzard
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Entretanto, este agora esquecido personagem nem ao menos era uma criação original da DC Comics (na época National Periodical Publications). Ok, mas como ele fez parte, mesmo que ridiculamente do Multiverso DC? Calma, logo explico...
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 250px-VonthorpSe engana quem pensa que o homem por trás do robô, Hugh Hazzard, era um grande gênio científico. Hugh era apenas um playboy aventureiro que possuía contatos com o departamento de polícia. Era um cara que, tecnicamente, se enquadrava no quadro de um rapaz comum. Comum até encontrar Bozo. Bozo era um robô de ferro criado originalmente pelo criminoso Dr. Von Thorp, que, se aproveitando da aparência infantil de sua criação, o enviou para aterrorizar a cidade e logo depois conquistar o mundo. Hugh acabou se vendo envolvido nesse caso quando o Comissário Hunt, que o tinha como um homem confiável para resolver certos problemas e serviços, acionou sua ajuda. Após investigações e tentativas de controlar a máquina, Hugh conseguiu desativar temporariamente o robô e dentro do seu peito oco pegou uma carona até a base do robô, dando uma pequena surpresa a Van ao chegar em seu laboratório (Nota: Thorp foi preso e mais tarde morto depois de algumas edições, após tentar recontrolar sua criação).
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Desativado novamente, o robô é colocado em uma barcaça de lixo para ser descartado no mar, mas Hugh mostra ter ideias diferentes e deseja usar o robô como uma ferramenta de combate ao crime. Ele salva o robô de seu destino e em seguida o nomeia de Bozo. Usando o dispositivo de controle de rádio original de Von, Hugh faz de Bozo uma ferramenta de combate ao crime. Vale lembrar que Bozo também podia ser usado como uma armadura, sendo controlado de dentro do seu corpo e após algumas modificações, se tornou capaz de até de voar. Após as suas primeiras aparições, Hugh Hazzard e Bozo passaram a encontrar criminosos que cometem crimes com engenhocas científicas, e esses criminosos tendem a tornar-se vítimas de suas próprias armas, fórmula que se tornou rotineira em suas histórias.

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Criado por George Brenner, famoso editor da Quality Comics e também responsável pelo The Clock, o primeiro herói mascarado nas histórias em quadrinhos, Bozo teve sua primeira aparição em Smash Comics #1 (agosto de 1939), publicada pela Quality Comics. George, usando o nome de "Wayne Reid", se tornou responsável por quase toda mitologia do personagem. Além de criá-lo, escreveu e desenhou a maioria de suas aventuras por ele. O robô foi o terceiro herói criado por George para Quality. Bozo até mesmo precedeu o primeiro super-herói da editora, Pequeno Polegar, em vários meses. Apesar da excitação original em torno de suas aventuras, o personagem acabou se tornando esquecível.

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Curiosamente, em suas primeira aparições o personagem e suas aventuras era chamadas de Hugh Hazzard & His Iron Man e ele era tão popular que bimelsamente a capa de Smash era ele. Por fim, a partir da edição 26 ‘His Iron Man’ foi substituído por ‘Bozo The Robot’. Outra curiosidade, falando de sua primeira aparição em Smash Comics #1, Bozo foi logo capa e destaque e isso fez com que o Overstreet's Comic Book Price Guide alegasse que ele é o primeiro robô a aparecer na capa de uma revista em quadrinhos.

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É legal mencionar que um robô dourado chamado Elektro foi feita pela Westinghouse Electric Corporation, e apresentado na Feira Mundial de Nova York de 1939. Ele tinha sete metros de altura, e realizou uma série de feitos (mas, infelizmente, não podia abrigar um ser humano dentro de seu corpo). Elektro se assemelhava bastante a Bozo, embora a ‘expressão facial’ de Bozo parece um pouco mais amigável. Brenner fez referências a Feira Mundial em uma de suas histórias do The Clock.

Em essência, Bozo foi um precursor do Homem de Ferro da Marvel. Isso não quer dizer que o Homem de Ferro é uma cópia do Bozo - na verdade, é bastante provável que Latinha da Marvel é mais bem-sucedido porque foi uma criação totalmente independente, porque apesar de ter tirado parte de seu nome e conceito de Bozo, Hugh e Bozo eram tão obscuros como a maioria dos super-heróis de quadrinhos da Quality, tanto que eles desapareceram em Smash Comics # 42 (Abril de 1943), onde foi substituído por histórias reimpressas de Lady Luck.

Em 1956, os personagens da Quality foram vendidos para a DC Comics. Os Falcões Negros continuaram a ser publicados sem interrupção, mas a maioria de seus outros personagens sumiram por um breve período. Enquanto a maioria dos super-heróis clássicos da Quality voltaram a aparecer na Terra 2 e na Terra X do Multiverso DC na forma dos Combatentes da Liberdade e outros aventureiros mascarados da Era de Ouro, Hugh Hazzard e Bozo sumiram.
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 A dupla se vê sem nenhum uso formal propriamente dito desde 1943. James Robinson, que escreveu Starman na década de 1990, fez referências enigmáticas para vários personagens de Quality. Em Starman # 64, podemos ter um vislumbre do Bozo no Universo DC. Na trama é mostrado que durante a década de 1970, o corpo de Bozo tinha encontrado o seu caminho nas mãos de um colecionador japonês que se especializou em mobiliaria heróica. Bozo aparece entre itens históricos da DC, como o uniforme do Vigilante, um avião dos Falcões Negros e outros. Entretanto, é importante realçar que o destino de Hugh Hazzard permaneceu inexplorado. Hugh não tinha família conhecida, mas uma namorada não identificado fez um par de pequenas aparições.

Em uma entrevista para o Newsrama em 2007, Justin Gray revelou que o conceito de seu personagem, Gonzo, o Bastardo Mecânico (vilão de uma minissérie dos Combatentes da Libedade Pós-Crise Infinita), surgiu de uma proposta de Grant Morrison de atualização na mitologia de Bozo, entretanto, Gonzo se tornou durante seu processo de criação em algo muito diferente: um andróide psicótico que pode personificar um líder mundial. Esta criatura ficou estreitamente vinculada com os eventos de Crise final, tendo relações com a Anti-Vida e outros conceitos da saga. 
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 James Robinson, amante da Era de Ouro, fez com que o personagem tivesse outras aparições em suas mãos: Enquanto escrevia Superman. Na edição #692 da revista do Homem de Aço, Bozo aparece ao lado de robôs e outras ‘aberrações’ esquecidas da DC no Projeto M, parte do Departamento 7734 chefiado por Sam Lane, como Mekanique, Homem Robô original (Robert Crane, primo de Dick Grayson da Terra 2), Robô Recruta, os Renegados originais e outros.
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Por fim, o próprio Robinson deu a Bozo um inglório fim. Enquanto escrevia Liga da Justiça, mais precisamente em Justice League Of America #60, a equipe, na época um remendo de Titãs e heróis estranhos e rejeitados, enfrentou vários robôs controlados por Construto. Cyborg acaba destruindo Bozo, o partindo no meio. Na ocasião, Gonzo, o Bastardo Mecânico, que também estava presente, foi descrito como ‘filho’ de Bozo.
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Devido ao fato da DC nunca ter usado o personagem de maneira apropriada e com a existência de um Homem de Ferro bem mais famoso em sua rival, e o nome Bozo sendo de marca registrada de um famoso palhaço (obrigado pela lembrança Quiof Thrul e Rennan) fizeram com que Bozo não se tornasse um personagem obscuro e sim um exclusivamente obscuro, renegado e recusado.

No Brasil, algumas histórias de Bozo chegaram a sair nas clássicas revistas Gibi, Gibi Mensal - O Globo e Álbum Juvenil - Série B - Gibizada. Confira a relação AQUI

Em breve no Terra Zero

Um Camundongo por todos, todos por um! Conheça os Three Mouseketeers

Dartagnan-musketeersCom diversas adaptações para as mais diferentes mídias, os Três Mosqueteiros é um dos mais famosos grupos de aventureiros da história. Este histórico romance escrito pelo francês Alexandre Dumas é ambientado no século 17 e narra as aventuras de um jovem chamado d'Artagnan, que sai de casa rumo a Paris, para se juntar aos Mosqueteiros da Guarda. Vale sempre ressaltar que d'Artagnan não é um dos mosqueteiros do título, esses são seus amigos Athos, Porthos e Aramis, amigos inseparáveis que vivem com o lema "todos por um e um por todos" ("tous pour un, un pour tous"). Inicialmente publicado como folhetim no jornal Le Siècle de março a julho de 1844, foi posteriormente lançado como livro, ainda em 1844, pela Baudry, e reeditado em 1846 por J. B. Fellens e L. P. Dufour com ilustrações de Vivant Beaucé. O sucesso do romance foi tanto que o próprio Dumas o adaptou para o teatro e que dois outros romances se seguiram, tomando os quatro mosqueteiros como personagens principais, e formando a Trilogia dos Mosqueteiros: Vinte Anos Depois (1845) e O Visconde de Bragelonne, escrito entre 1848 e 1850. A trilogia é conhecida originalmente como d'Artagnan Romances. Uma curiosidade: Inicialmente, o título previsto seria "Athos, Porthos e Aramis", mas foi alterado para Os Três Mosqueteiros por sugestão de Desnoyers, encarregado da seção de folhetins do Siècle. Dumas aceitou este último título notando que seu absurdo (já que na verdade os heróis formavam um quarteto) contribuiria para o sucesso da obra.

Pois bem, disso todos nos estamos carecas de saber, mas eu lhe pergunto, vocês conhecem os Três Mosqueteiros da DC? E não, não falo das versões de Athos, Porthos, Aramis e d'Artagnan criadas pela editora para enriquecer a cronologia de seu Universo...

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A Era de Ouro dos quadrinhos. A responsável por lançar os mais famosos super-heróis e vilões dos quadrinhos. Naquele tempo de guerras e conflitos (década de 1940), os quadrinhos de super-heróis eram moda, um estrondoso sucesso entre a juventude, porém, poucos se lembram que nos anos 1940 e até mesmo antes, a própria DC, em seus primórdios, ainda conhecida como National, publicava algumas revistas, como New Fun (por sinal, a primeira publicação da editora), New Comics (mais tarde Adventure Comics), More Fun Comics, Detective Comics (publicada até hoje) e muitas outras. A maioria delas era voltada para a comédia e aventuras e nelas surgiram muitos personagens que renderam muito dinheiro no passado e que hoje são esquecidos pela própria editora. Existiam muito detetives, caçadores, aventureiros e os populares animais, com características humanas e vivendo situações engraçadas, que já eram bem populares devido aos desenhos animados da época. Funny animal (Funny Animals) é o termo mais usado para retratar esses seres.

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É na Era de Ouro que surgem os Three Mouseketeers (algo como os Três Camundongos Mosqueteiros) na primeira edição da revista Funny Stuff (Verão de 1944). Embora os Super-Heróis já fossem a galinha dos ovos dourados da DC, a empresa ainda investia no ramo dos animais engraçados, provando isso com o lançamento da revista Funny Stuff. Editada por Sheldon Mayer, o título apresentou uma série de novos animais divertidos, incluindo Rufus Lion, Blackie Bear, Bulldog Drumhead e McSnurtle, a tartaruga que podia se transformar em um super-herói chamado Terrific Whatsit. E claro, entre eles os Three Mouseketeers, que inclusive foram a capa da primeira edição e de muitas outras. Os personagens, claramente uma paródia do clássico romance de Alexandre Dumas, são chamados, em referência aos personagens originais, como Aramouse, Amouse e Porterhouse (com o jovem D'Artagmouse como companheiro) e teve várias aventuras enquanto serviam o Rei Looey XIV. Era tudo simples aventura e diversão, com muito pouco intriga política perturbadora. O quarteto teve suas aventuras na revista Funny Stuff (que teve seu nome alterado para Dodo And The Frog, que estes se tornaram os personagens principais do gibi) publicadas até cerca de 1948. Depois disso os personagens permaneceram sem serem vistos durante anos.

204px-Sheldon_Mayer_self-portraitUm pequeno parêntese: Sheldon Mayer (1º de Abril de 1917 – 21 de Dezembro de 1991), tem extrema importância na pequena e obscura mitologia dos ratinhos e de claro, toda ala de Funny Animals da DC, porém, têm mais importância ainda dentro da DC por outro fator e poucos reconhecem a grande importância desse roteirista, editor e artista dentro da editora. Sheldon foi m dos primeiros funcionários da National Allied Publications do major Malcolm Wheeler-Nicholson. Mayer produziu quase todos os seus trabalhos em quadrinhos para a empresa que se tornaria conhecida como DC Comics. Ele é creditado por resgatar a tira do Superman da pilha de rejeição. Mayer foi introduzido no Jack Kirby Hall of Fame em 1996 e no Will Eisner Comic Book Hall of Fame em 2000.

The_Three_Mouseketeers_1A Era de Prata marcou o ressurgimento do gênero de Super-Heróis nos anos 1950 após o declínio dos mesmos ao término da Segunda Guerra Mundial. Os mascarados e seus inimigos voltaram em versões reformuladas, altamente influenciadas pela ficção científica que estava em alta na época. Nisso, surgiram novas versões de heróis conhecidos, como Lanterna Verde, Flash e Superman e claro, novos personagens também. Curiosamente, os Three Mouseketeers, seguindo a tendência dos heróis, também retornaram em uma nova roupagem. A segunda série dos Mouseketeers surgiram em um título de mesmo nome (The Three Mouseketeers #1 de Março-Abril de 1956), que foi publicado em 26 edições entre os anos de 1956 e 1960. Eles foram criados por Sheldon Mayer, embora a maior parte do trabalho foi feito por Rube Grossman após as primeiras edições.

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Embora o título fosse claramente inspirado nos antigos personagens da DC de mesmo nome e, claro, obviamente no romance de Dumas, os personagens e suas histórias não tinham nenhuma semelhança com os da série da Era de Ouro ou com os clássicos personagens. As histórias giravam em torno de três camundongos, todos eles membros de um clube. Havia Fatsy, o pomposo, líder autoproclamado e obeso camundogo que se vestia com roupas de marinheiro; Patsy, alto e estúpido (o único Mouseketeer que não trajava roupas), e por último, mas não menos importante, Minus, o baixinho da turma, que se vestia com camiseta e boné de beisebol maiores do que ele. Do grupo, Minus era quem sempre tinha a maior probabilidade de ter problemas (o que fazia ele quase sempre receber broncas de Fatsy), embora isso geralmente não era de natureza maliciosa. Os ratos se conheceram em um clube, que na verdade era uma lata velha com a boca aberta coberta por uma folha. Os camundongos raramente utilizavam esta entrada, preferindo uma entrada secreta no subsolo. Suas aventuras envolviam lidar com seres humanos (a quem se referiam como os Pé-Grandes – Bigfoots -), gatos do bairro (o maior rival: Catsy) e um desagradável falcão Hamilton.
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A série teve seu primeiro volume finalizado quando a DC decidiu concentrar-se em sua linha de quadrinhos de super-heróis. A série acabou sendo reviva quando foi reimpressa em sete edições entre 1970 e 1971 (em 1970 também marcaram presença na décima oitava edição de DC Super Giant) e mais tarde, na década de 1980, as histórias de Mouseketeers foram reimpressas em revistas no formato conhecido como Digest juntamente com outros personagens animais engraçados da DC sob o banner Funny Stuff (clara referência a revista onde surgiram os camundongos originais).

3mouse-2Anos mais tarde, na década de 1980, já com a existência de infinitos Universos Paralelos, a DC aparesentou Captain Carrot and His Amazing Zoo Crew! , um grupo de Funny Animals com super-poderes atuando como super-heróis. Claramente uma paródia do panteão da DC. Capitão Cenoura e sua turma são bem reconhecidos dentro do UDC e inclusive tinham uma Terra na época Pré-Crise e depois de Crise Infinita e ainda apareceram em Crise Final. Na época em que surgiram, eles residiam na Terra C, que reunia divertidas e diversas versões animais de personagens clássicos da DC. Em Captain Carrot and His Amazing Zoo Crew #9 (novembro de 1982), durante uma viagem do tempo, os Mouseketeers da Era de Ouro são mostrados e repaginados como figuras históricas da França do século 17 da Terra C, o que nos faz presumir que os camundongos da Era de Prata, também residentes da Terra C, sejam seus sucessores. Na mesma história também apareceram McSnurtle e Nero Fox, The Jive-Jumping Emperor Of Rome (que tinha uma série em Leading Comics). Não se sabe se os personagens tiveram versões na Terra 26 (a Terra dos animais Pós-Crise Infinita). Hoje a DC Comics não presta mais atenção ao divertidos animais que no passado lideravam suas revistas...

Ok, esse texto parece inútil (e é), mas vale lembrar de personagens que fizeram parte dessa grande mitologia criada pela DC Comics e que hoje são esquecidos e obscuros.

Publicado originalmente por mim na minha seção no site Terra Zero

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!

Quero desejar um Feliz Natal e um para todos que visitam, acompanham e seguem o Antimonitor HQs blog. Um abraço especial para toda a minha família e meus amigos, que me incentivaram muito e fizeram deste ano especial :D 

Não se esqueçam de abraçar e beijar aqueles que amam.

PS.: Quero pedir desculpa a todos os leitores do blog pela minha longa ausência, isso se deveu a responsabilidades no meu último ano do ensino médio e outras tarefas, mas prometo de agora em diante voltar com força total ao Antimonitor HQs. Obrigado a todos e boas festas! Felicidades! Saúde! Amor!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os Novos 52 no Brasil


A Panini Comics anunciou no mês passado que todos os 52 títulos dos Novo Universo DC sairam no Brasil. Os NOVOS 52 serão distrubuídos em mixes de várias revistas, algumas já conhecidas e outras novas. Segundo a Panini, o Brasil é o único país a publicar todos os 52 títulos americanos.


A distribuição será híbrida: parte em bancas, parte exclusivamente em lojas especializadas atendidas pela Comix Book Shop e pela Devir (veja onde comprar esses títulos exclusivos AQUI).

Na oportunidade, os editores esclareceram alguns pontos:

Por que lançar os 52 títulos? A Panini Brasil não quis desperdiçar este “momento histórico” e aposta no apelo da marca “Novos 52”. Preferiu pecar pelo excesso. A editora garante que não houve qualquer imposição por parte da DC americana para que todos os títulos fossem publicados. Na prática, o número de títulos regulares da DC em bancas passa dos atuais 6 para 9.


Levi Trindade reconhece que as bancas de jornal estão saturadas e a decisão de distribuir parte dos títulos nas comic shops (mais 4 mensais) visa a minimizar este impacto. Será um sistema de distribuição mais caro: cada revista de 52 páginas vai custar R$ 6,90, enquanto nas bancas uma com 84 páginas sai por R$ 6,60. Os motivos são as tiragens menores e os custos de distribuição da Comix e Devir para suas redes de lojas atendidas.

Assim como a DC vem fazendo, a Panini vai manter a publicação de 52 títulos e, no futuro, substituir os cancelados pelos que os substituem. Também deve lançar encadernados com arcos de histórias completas – não todos, obviamente – a partir do ano que vem.

Como foram montados os mixes? A maior parte deles, por afinidade. Foram reunidas as “famílias” de títulos (por exemplo: Action Comics, Superman e Supergirl) e aqueles cuja trama se entrelaça (Teen Titans e Superboy); ou ainda, os que estão sob um mesmo “selo” (caso da linha Dark). Nos demais casos, optou-se por reunir personagens com mais apelo junto ao público com outros mais fracos (Aquaman e Wonder Woman com Mister Terrific e OMAC, por exemplo).

Haverá baixas? Sim. A editora deve manter o lançamento eventual de encadernados com histórias que antecedem o Relaunch da DC, mas títulos como DC+ Aventura e Jonah Hex estão cancelados. No caso deste último, nem é pelo fato de o personagem fazer parte dos Novos 52, e sim pela queda nas vendas registrada a partir do quarto volume.

Os NOVOS 52 no Brasil

A Panini distribuiu os 52 títulos originais em 19 revistas, entre mensais e especiais, distribuídas em bancas e por meio da Comix e Devir. Considerando apenas as mensais em banca, o leitor que quiser continuar acompanhando todas as publicações vai desembolsar R$ 77,40. Confiram o mapa do Relauch da DC no Brasil:

::REVISTAS MENSAIS COM DISTRIBUIÇÃO EM BANCAS::

BATMAN

Títulos originais: Batman, Batman — The Dark Knight e Detective Comics

76 páginas — R$ 6,50

Já nas bancas

SUPERMAN

Títulos originais: Action Comics, Superman e Supergirl

84 páginas — R$ 6,60

Já nas bancas

LANTERNA VERDE

Títulos originais: Green Lantern, Green Lantern Corps e New Guardians

68 páginas — R$ 5,90

Já nas bancas

LIGA DA JUSTIÇA

Títulos originais: Justice League, Justice League International e Captain Atom

68 páginas — R$ 5,90

Já nas bancas

UNIVERSO DC

Títulos originais: Aquaman, Wonder Woman, Savage Hawkman, Fury of the Firestorm, Mister Terrific, OMAC e Blackhawks

156 páginas — R$ 16,90

Lançamento: 14/06/2012

A SOMBRA DO BATMAN

Títulos originais: Batman & Robin, Batwoman, Batgirl, Catwoman, Red Hood and the Outlaws, Batwing e Nightwing

148 páginas — R$ 14,90

Lançamento: 14/06/2012

FLASH

Títulos originais: Flash, Green Arrow e Deathstroke

68 páginas — R$ 5,90

Lançamento: 14/06/2012

EDGE

Títulos originais: Stormwatch, Grifter e Voodoo

68 páginas — R$ 5,90

Lançamento: julho/2012

DARK

Títulos originais: Justice League Dark, Swamp Thing, Animal Man, Resurrection Man e I, Vampire

108 páginas — R$ 8,90

Lançamento: julho/2012

::REVISTAS MENSAIS DISTRIBUIDAS EXCLUSIVAMENTE PELA COMIX E DEVIR::

NOVOS TITÃS & SUPERBOY

Títulos originais: Teen Titans e Superboy

52 páginas — R$ 6,90

Lançamento: 07/06/2012

ESQUADRÃO SUICIDA & AVES DE RAPINA

Títulos originais: Suicide Squad e Birds of Prey

52 páginas — R$ 6,90

Lançamento: 07/06/2012

UNIVERSO DC APRESENTA: DESAFIADOR

Título original: DCU Presents: Deadman

52 páginas — R$ 6,90

Lançamento: 07/06/2012

FRANKENSTEIN, AGENTE DA S.O.M.B.R.A

Título original: Frankenstein: Agent of SHADE

52 páginas — R$ 6,90

Lançamento: 07/06/2012

EDIÇÕES ESPECIAIS COM DISTRIBUIÇÃO EM BANCA

SUPERCHOQUE

Títulos originais: Static Shock / Hawk & Dove / Blue Beetle

GRANDES ASTROS DO FAROESTE

Título original: All-Star Western

TROPA DOS LANTERNAS VERDES

Título original: Red Lanterns

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS

Títulos originais: Legion of Super Heroes e Legion Lost

DC TERROR

Título original: Demon Knights

Todos com lançamento até o final do ano. Preços e número de páginas não foram informados.

::EDIÇÃO ESPECIAL COM DISTRIBUIÇÃO EXCLUSIVA PELA COMIX E DEVIR::

SARGENTO ROCK & OS HOMENS DA GUERRA

Título original: Sgt. Rock and the Men of War

52 páginas — R$ 6,90

Lançamento: julho/2012

Vale lembrar que a Panini também está distribuindo cards exclusivos dos Novos 52 em algumas de suas revistas. Os 52 cards, cada um com um dos 52 títulos do Novo Universo DC, são distribuidos juntos com as revistas e cada um deles, em seu verso, contém informações (equipe criativa e título) e um breve resumo sobre a série. Além disso, também no verso dos cards, há informações de onde tal título será publicado.

Para mais informações acesse o Hotsite dos Novos 52/Panini

Fontes: Papo de Quadrinho e Wizmania