sábado, 9 de junho de 2018

O universo do amor


O Dia dos Namorados está chegando. E aproveitando esse clima de romance, listei alguns dos principais casais do Universo DC.

Gavião Negro e Mulher Gavião
Love of two is one
Um romance que ultrapassou as fronteiras do espaço e do tempo. O casal é responsável pela maior prova de amor do Universo DC, tanto que os corpos de Khufu e Chay-Ara eram a fonte de energia da bateria das Safiras Estrelas, a tropa que representa a paixão.

Existe algo mais romântico do que reencarnar em vidas diferentes e encontrar um ao outro em cada uma delas? Esse é o ciclo que o Gavião Negro e a Mulher Gavião fazem há séculos, desde que foram mortos por Hath-Set no antigo Egito. Seja por conta do metal enésimo ou do poderoso vínculo que existe entre eles, a verdade é que os dois pombinh... digo, gaviões, já comprovaram o quanto seu amor é verdadeiro. Origens reformuladas, mortes, ressurreições, crises.. Nada disso conseguiu derrotar a união esse casal. Sejam eles alienígenas vindos de Thanagar ou  príncipes egípcios, suas almas estão ligadas por toda eternidade.


Superman e Lois Lane
Maybe I'm amazed at the way you love me all the time
O casal mais famoso dos quadrinhos. O amor que existe entre eles não precisa de explicações. Basta você ler as primeiras aparições de Lois e Clark que você já sente que sempre existiu algo especial entre eles. Um romance que já foi retratado não apenas nos quadrinhos, como também nas tiras de jornal, seriados de TV, filmes, desenhos e games. Para toda Terra do Multiverso deve existir um Superman. E por trás de cada um desses Homens de Aço, há uma Lois Lane.

O amor entre eles já foi capaz de superar todos os tipos de barreira. Até mesmo as da realidade, quando o Superman original (ou da Terra 2, como preferir), ultrapassou os limites do limbo em que estava para tentar salvar sua Lois. E quando o Azulão morreu nos anos 90 ou quando ele virou uma criatura elétrica, Quem sempre estava lá? Lois. Como falei no início do texto: não existe como descrever esse amor. Claro, tiveram altos e baixos ao lado de 80 anos, mas que casal não teve? Hoje, Lois e Clark estão feliz, com um filho e um cachorro.

Senhor Milagre e Grande Barda

Love comes to the rescue
O mestre das fugas não conseguiu fugir do amor. O amor entre o Senhor Milagre e Barda é a prova que os opostos se atraem. Enquanto ele sempre foi calmo e calculista, ela nunca deixou de usar a força bruta para resolver os problemas.  Scott e Barda conseguiram o impossível ao encontrar o amor em Apokolips, um planeta dominado pelo ódio, mas foi na Terra que os dois puderam viver com um casal feliz.

Em muitas mitologias, pode ser uma coisa assustadora quando deuses se unem no sagrado matrimônio, mas pode ter certeza, a união desses dois foi uma das melhores coisas que já aconteceram no multiverso. Antes de se apaixonarem, os dois tiveram que escapar de Darkseid. Enquanto Barda saiu dos campos de treinamento da Vovó Bondade, o Senhor Milagre fugiu do tirano em pessoa. Super-heróis e embaixadores de Nova Gênese. Os dois provaram que até mesmo Novos Deuses podem encontrar o amor.

Arqueiro Verde e Canário Negro
You really got me
Apenas uma música pode definir esse amor: "Entre tapas e beijos".  Inicialmente, o jeitão de Oliver não agradou Dinah. Mas com o passar do tempo, os dois foram desenvolvendo interesses em comum. Surgia ali um dos romances mais icônicos dos quadrinhos. Com certeza o amor entre o Arqueiro e a Canário é um dos favoritos dos leitores.

Apesar de serem praticamente imbatíveis lutando lado a lado, os dois nunca deixaram as desavenças de lado. Seja por questões éticas ou pelas traições cometidas por Oliver. Como de praxe no Universo DC, o amor desse casal superou até mesmo a morte. Duas personalidades fortes e um só coração. Oliver pode ser o melhor arqueiro das HQs, mas ao conhecer Dinah ele tem que confessar que foi atingido em cheio pelo cupido. Depois de muita confusão e crises no relacionamento, o casou enfim se casou nos anos 2000.

Homem-Elástico e Sue Dibny
Hold me in your arms
Você pode fazer inúmeras listas dos melhores casais dos quadrinhos, mas se tem um que você não pode deixar de fora é esse. Ralph e Sue se conheceram em uma festa. E quando ninguém dava bola por um herói que se esticava, a moça não conseguia tirar os olhos dele. Sue nunca precisou se tornar uma heroína para acompanhar o marido nas mais loucas aventuras que ele viveu. Mas pode ter certeza que para Ralph, ela sempre foi sua grande protetora e inspiração. Até mesmo quando ele decidiu revelar sua identidade secreta (um dos primeiros super-heróis a fazer isso), Sue o apoiou, mesmo que isso colocasse sua vida em risco.

Apesar do fim trágico, o casal viveu intensamente o amor por mais de 40 anos. Sempre ao lado de Ralph na Liga da Justiça, do satélite no espaço ao bunker de Detroit, até mesmo na filial européia da equipe, Sue é quem parecia ter poderes elásticos. Sempre dava um jeito de se manter perto do marido para provar seu amor. Algo Ralph nunca deixou de poupar forças para retribuir. Tanto que após a morte da esposa, o herói deu sua vida na tentativa de trazer Sue de volta. No fim, o romance entre os dois foi tão forte que eles se reencontraram como fantasmas.
                                                                              
Família Flash

Good old-fashioned lover boy
Fato Flash: A Família Flash é um exemplo de como o amor pode superar qualquer tipo de adversidade. Você pode ser o homem mais rápido do mundo, mas quando o amor chama, você não consegue ser tão veloz assim para fugir dele.

Jay Garrick e Joan Williams Garrick

O relacionamento entre Jay e Joan pode ser chamado de um amor da Era de Ouro. Não apenas pela origem na década de 1940, mas também por todas as lições que esse casal nos ensinou. Juntos desde a primeira aparição de um Flash nos quadrinhos, os dois já superaram tudo. Crises, um ragnarok, a leucemia e até mesmo a triste notícia de que não poderiam ter filhos (eles chegaram a adotar Jakeem Trovoada e Bart Allen, o Impulso). Um casamento que inspira gerações. Alguns falam que Jay foi rejuvenescido pela Força de Aceleração ou pela energia de Ian Karkull. Pode acreditar, na verdade o amor de Joan que é o segredo por trás da fonte da juventude desse casal.

Here, there and everywhere
Barry Allen e Iris Allen West

Um dos relacionamentos mais famosos dos quadrinhos. Sabe quando dizem que quando o destino quer, nada pode separar um amor? Então, Barry e Iris são as provas vivas disso. O romance dos dois transcendeu mais de uma vez a morte e a distância que separa o passado do futuro.  É inegável que a moça sempre foi o para-raio de Barry. Seu porto seguro. Tanto no século mais distante no futuro, em que foram pais dos Gêmeos Tornado, ou no seriado da TV, Barry e Iris nasceram um para o outro. Se Barry é a origem da energia que alimenta a Força de Aceleração e os demais velocistas, Iris é o que faz Allen se mexer. 

You can't hurry love
Wally West e Linda Park-West

Um raio cai mais de uma vez no mesmo lugar. Wally West pode falar com tranquilidade isso. Além de ter ganho seus poderes da mesma forma que seu tio Barry ganhou, Wally também viveu os mais diferentes desafios para provar o amor ao lado de sua alma gêmea.  A repórter de TV Linda Park foi quem conquistou o coração do inquieto Wally. Ela sempre esteve ao lado do homem mais rápido do mundo, até mesmo quando abdicou da vida na Terra para acompanhar o marido em outra dimensão. Pais de gêmeos, Wally e Linda também podem se gabar que venceram todos os tipos de desafios.

Apolo e Meia-Noite
With every kiss our love is like brand-new
Muito mais do que homenagens a Superman e Batman. Apolo e Meia-Noite merecem respeito. Originalmente membros de uma equipe especial do StormWatch, os dois, após serem traídos, se tornaram os vigilantes mais letais que os criminosos já encontraram. Os dois são os principais membros do Authority. E também, a prova de que o amor supera qualquer tipo de preconceito.

Casados há muito tempo, os dois são infalíveis na luta contra o mal, mas como todo casal, a dupla teve seus altos e baixos, como brigas e separações. Mas o amor que existe entre eles sempre falou mais alto. Pela filha, a pequena Jenny Quantum,  Apolo e Meia-Noite lutaram até mesmo contra Lobo, Coelhinho da Páscoa e Papai Noel. Tanto no Universo Wildstorm ou no Multiverso DC, esse amor em família é um exemplo de força.

Aquaman e Mera
Two worlds collided and they could never tear us apart
Um casal que tinha tudo para dar errado e deu certo (bem, na maioria das vezes). A princesa do reino subaquático de Xebel deveria matar o rei de Atlântida, mas o que aconteceu foi que graças ao plano de Mera de se aproximar de Arthur para completar sua missão, surgiu uma grande paixão entre os dois. 

A dupla ficou presa entre dois mundos. O da rejeição de seus povos e do amor entre eles.  Com visões diferentes de como enxergar os reinos da superfície e os do mar, muitas vezes o casal real entrou em conflito. O que não faltaram em mais de 50 anos de relacionamento foram brigas e separações. Mera e Aquaman tiveram que enfrentar até mesmo a perda de um filho e a morte do herói dos sete mares. Mas pode acreditar, eles são a grande prova que um casal funciona muito bem como unidade. Não há ódio no multiverso que supere esse amor. Mera que o diga...


domingo, 3 de junho de 2018

'Mim ser Bizarro' - Parte II


Bizarro por Alex Ross
Após o fim de Crise nas Infinitas Terras, a DC decidiu reformular seu universo e personagens. Não havia mais espaço para diversas versões do Superman voando por aí. Mas o clone imperfeito do Homem de Aço continuou aparecendo e ganhando inúmeras encarnações. Confira:

Bizarro I (Pós-Crise)
O Bizarro de John Byrne
A primeira versão de Bizarro a surgir após o reboot foi criada por John Byrne na quinta edição da minissérie Man of Steel (Super-Homem #42).  Após fracassar na tentativa de transformar Superman em um aliado, Lex Luthor decidiu criar seu próprio Homem de Aço, e para isso, buscou ajuda do biólogo doutor Teng.  Diversos experimentos foram realizados para examinar  e replicar remotamente o DNA do Kryptoniano. Uma das amostras, inclusive, veio de Solomon Grundy, que havia lutado semanas atrás com o herói.

Todo os dados recolhidos foram enviados para uma câmara de biomatriz, no entanto, devido a natureza alienígena do Superman, o corpo da criatura se deteriorou rapidamente ao sair da incubadora. Luthor e Teng acreditavam que o Homem de Aço era um humano geneticamente modificado e não um alien.

Irado com o fracasso do projeto e com a imperfeição do clone, Luthor ordena que a criatura seja destruída, mas o monstro que ele mesmo batizou de 'Bizarro-ooh', consegue fugir da Lexcorp. Vagando pelas ruas de Metropolis, Bizarro começa a desenvolver as memórias de Superman, mas não de maneira correta, devido ao seu cérebro defeituoso. E enquanto tentava repetir as ações heroicas do Azulão, ele acaba salvando a irmã de Lois, Lucy, que na época, cega, tentara se matar.

Após uma série de encontros e desencontros, Superman e Bizarro se enfrentam. A luta termina  com o corpo da criatura explodindo. Um resíduo dele acaba indo para os olhos de Lucy, devolvendo sua visão. Algo bem semelhante ao que aconteceu em 1958 com a primeira versão de Bizarro e garota cega Melissa.

Bizarro II (Pós-Crise)
A segunda versão de Bizarro após a Crise
A segunda criatura a ser batizada de Bizarro após a Crise nas Infinitas Terras apareceu já na década de 90. O escritor Dan Jurgens foi o responsável por trazer a duplicata imperfeita do Superman de volta durante a 'praga dos clones'.  Na época, essa doença ameaçava a vida de diversas cópias genéticas, incluindo o corpo de Lex Luthor. Na tentativa de salvar o empresário, o doutor Sydney Happersen criou um clone baseado no DNA do Superman para abrigar a mente de Lex. Porém, assim como na primeira tentativa de duplicar o Homem de Aço, a criatura se definhou.

Assim como sua versão anterior, esse Bizarro também possuía memórias do filho de Krypton, mas podia falar e era um pouco mais inteligente que seu antecessor. A paixão do monstro por Lois e Lana Lang acabou forçando Superman a confrontá-lo.  Derrotada, a criatura foi levada de volta para a Lexcorp.

Comovida pela história de Bizarro, Lois convence o noivo a salvá-lo. Mas infelizmente era tarde demais, já que a Criatura de Aço estava prestes a morrer após ser  torturado por Happersen.  Bizarro, no entanto, consegue, enfim, ser o herói que ele tanto queria ser ao usar o que sobrou de seus poderes para destruir o laboratório, morrendo em seguida. (Super-Homem #130-131, 1995)

Bizarro III (Pós-Zero Hora)
 
O Bizarro de Dabney Donovan
Em 1998, a edição especial Superman Forever (Super-Homem Eternamente, 1999) preparava terreno para a entrada do Homem de Aço no novo milênio, após o fracasso da fase elétrica. E a DC deixou claro, nas páginas da revista, que também havia planos para Bizarro. Karl Kesel, Dan Jurgens, Stuart Immonen, Louise Simonson e Jon Bogdanove criaram mais uma versão da criatura. Esse novo Bizarro é usado pela Condessa Érica del la Portenza para sequestrar Lena Luthor, sua filha com Lex.

Com a mente perturbada, a criatura achava que enviando a bebê para o espaço, a salvaria de Luthor.  Após fracassar ao tentar convencer que Bizarro estava errado, Superman e sua duplicata imperfeita lutam pela vida de Lena.  Durante o duelo, o Homem de Aço é constantemente chamado de "Superman falso" por Bizarro. 

Antes de conseguir completar seu plano, o monstro é subitamente incendiado e Lena acaba sendo salva. Longe dali, a Condessa Érica revela que tudo aquilo se tratou de um plano dela para testar o amor de Luthor pela filha do casal. Este novo Bizarro, que teve vida curta devido a um mecanismo de autodestruição controlado a longa distância, foi criado pelo cientista Dabney Donovan, que usou tecnologia da Lexcorp para tal. O doutor chegou a dizer que tinha planos para criar outros Bizarros, mas a próxima versão da criatura que surgiria em seguida teria uma origem bem diferente...

Al Bizarro
Al só queria entender sua origem
Antes de mais uma duplicata de Superman ser estabelecida, o escritor Steve Gerber e o desenhista Mark Bright introduziram Al Bizarro na minissérie A. Bizarro, publicada em 1999. Na trama, Lex Luthor e Sydney Happersen usam amostras genéticas de um ex-funcionário da Lexcorp, Albert M. Beezer, para testar o equipamento de clonagem que eventualmente criaria a segunda versão pós-Crise de Bizarro. O resultado da experiência foi o clone imperfeito de Beezer, que foi apelidado de Al Bizarro.

Colocado em animação suspensa, ao acordar, Al começa uma busca por sua própria identidade. Uma jornada que eventualmente o levou para Apokolips e América do Sul.

Bizarro IV (Pós-Zero Hora)
O Bizarro que marcou uma geração de leitores
O Bizarro que se estabeleceu no Universo DC até a saga Ponto de Ignição foi criado pela mente do Coringa. Durante a saga Imperador Coringa (Superman Premium #15-16, 2001) os artistas Jeph Loeb e Ed McGuinness dão ao Príncipe Palhaço do Crime os poderes do Sr. Mxyzptlk. O rival do Batman altera toda a realidade e no lugar do Superman ele cria uma nova versão de Bizarro. 

Bizarro: criação do Coringa
Infantil, mas extremamente perigoso, além de armado com uma visão de gelo e um sopro de fogo, esse Bizarro, assim como sua versão da Era de Prata, também usa um cordão para identificá-lo como n° 1. Criado por Coringa para ser o defensor de seu Universo Bizarro ao lado da Liga da Anarquia, Bizarro foi um dos poucos seres dessa realidade a ser poupado de ser apagado da existência pelo Sr. Mxyzptlk, quando este recuperou seus poderes.

Vagando pela Terra,  Bizarro é capturado pelo ditador Pokolistaniano General Zod. A criatura é torturada por simplesmente lembrar fisicamente o Homem de Aço até ser resgatado pelo Superman original. 

Ao longo dos anos, Bizarro acabou criando problemas para Superman ao tentar impor seu estilo de vida. Ele acabou se envolvendo em uma grande confusão cósmica quando seu criador, o Coringa, entrou em confronto mais uma vez com o Sr. Mxyzptlk.

Em Vingança Máxima (Superman & Batman n° 11-16, 2006), Mxy quer recuperar o que sobrou do seu poder no palhaço. Por conta disso, os dois travam um duelo que acaba envolvendo diversas realidades alternativas. No arco, uma série de versões de Batman, Superman, Supergirl e até dos Vingadores duelam entre elas. Entre elas, estão Bizarro e seu velho amigo, Batzarro, a versão distorcida do Cavaleiro das Trevas

Batzarro e Bizarro
A batalha final é uma verdadeira confusão. Nela, além da presença de Darkseid e de um exército de Supergirls reunido por Bizarro, Batzarro se sacrifica para salvar Batman. Ainda tentando ajudar, Bizarro, ao lado do Morcego Humano, reúne uma equipe de Batmen e Supermen de outras realidades para enfrentar o Homem de Kryptonita e os Máximos (paródias  dos Vingadores).  A cereja do bolo é a fusão de Clark e Bruce como o Superman-Batman Composto.

Mas se engana quem achou que essa salada toda acabou por aí.  No fim, ao usar o anel de Kryptonita Azul dado por ele mesmo ao colega Batzarro, Bizarro fica inteligente e tenta salvar o amigo com o projetor da Zona Fantasma.

É graças a ação da criatura que o Batmirim se liberta do corpo do Coringa. Mxy explica, então, que usou Bizarro para salvar seu colega da Quinta Dimensão já que o monstro é uma criação do próprio palhaço. No fim, a dupla revela que toda aquela confusão não passou de um jogo entre eles. Os Máximos e Batzarro foram frutos da imaginação deles, já as versões alternativas, foram devolvidas aos seus devidos lugares, assim como as mortes durante as batalhas foram revertidas. Ou seja, todos ali foram manipulados como peças em uma grande tabuleiro. 

Bizarro e Batzarro se reencontrariam depois de Crise Infinita, em um especial de Halloween, em que a dupla salva Lois Lane das mãos do Charada

Bizarro mata Bomba Humana
Falando em Crise Infinita, Bizarro nº1 teve destaque durante a saga. Após ser manipulado em uma corrida ao redor do mundo por Zoom, a criatura entra para a Sociedade Secreta de Alex Luthor Jr da Terra 3 (na época disfarçado de Lex Luthor). Em uma das missões da equipe, o monstro assassina brutalmente o Bomba Humana, membro dos Combatentes da Liberdade

A equipe de Luthor para enfrentar Zod
Um anos após os eventos da Crise, Bizarro, ao lado do Esquadrão Vingador (Luthor, Metallo e Parasita), ajuda Superman a frustrar os planos do General Zod de destruir a humanidade. Mas nem mesmo esse ato heroico o conforma. Cansado de não conseguir ser quem gostaria de ser, a criatura sai da Terra em busca de um lar. É em um sistema solar banhado por um Sol azul que ele constrói um planeta em forma de cubo: o Mundo Bizarro. Apesar de rodeado de versões distorcidas de vários edifícios e locais na Terra, ele ainda se sentia solitário. É quando a estrela azulada lhe dá um novo poder, a "visão Bizarro", que lhe permite criar cópias de diversos personagens, desde de Lois Lane a toda Liga da Justiça, passando por Apocalypse e Luthor. 

Liga da Justiça Bizarro

Bizarro presenteia Jonathan
No entanto, as coisas não saem como ele gostaria e ele passa a ser odiado por suas criações. Bizarro então sequestra Jonathan Kent, o pai adotivo do Superman, para ajudá-lo. Após uma luta contra o Homem de Aço, em que o filho de Krypton descobre que o Sol azul lhe dá a habilidade de "emprestar" seus poderes para quem ele quiser, Bizarro encontra a solução dos seus problemas com a ajuda de Jonathan. Para ser amado, ele encena com Superman a destruição de grande parte da versão bizarra de Metropolis, enquanto essa era remodelada pelo Homem de Aço. Como presente pela ajuda, Bizarro dá uma fantasia de Superman a Jonathan, a quem ele chama de pai.


A Noite Mais Densa
As aventuras de Bizarro no espaço continuaram por algum tempo, tanto que ele até se envolveu, ao lado de Adam Strange, em mais uma guerra entre Rann e Thanagar. Entre idas e vindas, Bizarro enfrentou Mon-El e acabou reencontrando Solomon Grundy, de quem foi colega na Sociedade Secreta. O reencontro, nada amigável, acaba durante a saga A Noite Mais Densa, em que a Criatura de Aço se alia ao Morcego Humano para destruir a versão Lanterna Negro de Grundy.

Por fim, Bizarro fez sua última aparição antes do reboot dos Novos 52 enviando sua prima, Bizarrogirl, para a Terra, onde ela acaba causando diversas confusões com a Kara Zor-El original. No fim, os primos se reencontram no Mundo Bizarro.

sábado, 2 de junho de 2018

'Mim ser Bizarro' - Parte I


Bizarro: um vilão querido
Ao longo dos anos, muitas editoras tentaram repetir o sucesso do Superman criando personagens idênticos ao Homem de Aço. Poucos deram certo. Mas existe uma cópia do filho de Krypton que conquistou o carinho dos fãs: Bizarro. Criado pela própria DC Comics, a duplicata imperfeita de Kal-El é um dos inimigos mais conhecidos do Azulão, mas se engana quem acha que a cronologia do personagem é simples. Pode acreditar, ela é mais confusa que a mente do próprio Bizarro.

Em comemoração aos 60 anos da criação do personagem, confira uma lista com as principais versões que surgiram nos quadrinhos. Nesta primeira parte, todos os Bizarros do período Pré-Crise nas Infinitas Terras.

Superboy Bizarro I (Pré-Crise)
O Superboy Bizarro por George Pappo
Criado por Otto Binder e George Pappo, o primeiro Bizarro surgiu em 1958 na revista Superboy #68 (Superboy-Bi #30, no Brasil) e era uma cópia do então adolescente Clark Kent. Esse Superboy Bizarro foi resultado de um acidente envolvendo o raio duplicador do professor Dalton.  Com uma pele branca e calcária, além de apresentar um comportamento infantil, a criatura foi chamada de bizarra (bizarre) pelo Superboy, no entanto, a duplicata entendeu o apelido como 'Bizarro' e acabou adotando esse nome.
Melissa encontra Bizarro
Apesar de gentil, Bizarro foi caçado pelos moradores de Smallville devido a imaturidade e força descontrolada. Apenas Melissa, uma garotinha cega, demonstrou compaixão pela cópia imperfeita do Garoto de Aço. No fim da história, o Superboy Bizarro acaba morrendo ao colidir com a máquina do professor Dalton. O que sobrou do Bizarro Superboy fez com que Melissa enxergasse.

O Bizarro de Alvin Schwartz 
 
O Bizarro das tiras de jornal
Existe uma polêmica quanto a criação de Bizarro. Pouco depois da aparição do Superboy Bizarro, uma versão adulta da criatura apareceu em 1958 nas tiras do Superman publicadas em jornais. Apesar dessa versão ter sido publicada depois de Superboy #68 (vendida em agosto de 1958),  muitos acreditam que essa versão foi criada antes da história do Garoto de Aço. Se isso estiver correr, Bizarro então foi criado por Alvin Schwartz, que escreveu a tira do jornal.

Esse Bizarro estreou no episódio 105: A batalha com Bizarro (publicado nas tiras 6147 - 6242, que saíram entre 25 de agosto de 1958 a 13 de dezembro de 1958). O enredo do jornal introduziu os estranhos padrões de fala que se tornaram marca do personagem.
Quem surgiu primeiro?
Uma curiosidade deste Bizarro é que invés de usar o 'S', invertido ou não, ele ostentava um 'B' de Bizarro em seu peito. Segundo Alvin, se Superman era a luz, Bizarro era a escuridão.

Bizarro #1 (Pré-Crise)

Bizarro #1
Apesar de ter sido destruído em sua primeira aparição, Bizarro fez sucesso entre os leitores e para aproveitar as respostas positivas, a DC decidiu trazer a criatura de volta em 1959 na revista Action Comics #254 (Superman #90, no Brasil). Otto Binder e Al Plastino foram os artistas escolhidos para a missão. Nesse retorno, Lex Luthor, na tentativa de criar um clone do Superman, põe as mãos no projeto do professor Dalton e acaba criando outra versão imperfeita do Homem de Aço, dessa vez já adulta. Ali surgia a versão mais conhecida de Bizarro, incluindo o característico emblema com o 'S' ao contrário.

O Mundo Bizarro
Apaixonado por Lois Lane, a Criatura de Aço usa a máquina duplicadora para criar uma Lois Lane Bizarro. Insatisfeito com a vida na Terra e de tantos embates com Superman, o casal sai da Terra e adota um planeta semelhante ao nosso. O Mundo Bizarro, ou Arret (Terra ao contrário), era povoado por versões bizarras de personagens da Terra 1 Pré-Crise. Existiam cópias imperfeitas de membros da Liga da Justiça e de funcionários do Planeta Diário. Para mostrarem que eram os líderes de seu povo, Bizarro e Lois Bizarro usavam cordões que os identificavam como os nº 1. Os tiveram dois filhos, batizados de Bizarro Jr e Lois Bizarro Jr. Curiosamente, o visual quadrado de Arret só foi possível graças ao Superman, que após ser acusado de fazer boas ações no Mundo Bizarro, ganha perdão pelo seu crime transformando o planeta, antes redondo, em um cubo.

Bizarro e sua família
O Homem de Aço também foi responsável por criar outro dos principais elementos da mitologia de Bizarro: a Kryptonita Azul. O mineral, a principal fraqueza do filho de Arret, surgiu quando Superman expôs a  tradicional Kryptonita Verde a máquina duplicadora do professor Dalton.

Pouco depois da Crise nas Infinitas Terras, diversos artistas decidiram dar fim aos personagens e histórias do Multiverso. Bizarro e sua família, que eram habitantes do universo da Terra 1, tiveram dois finais. Ambos trágicos. 

A morte de Bizarro escrita por Alan Moore
Em setembro de 1986, Alan Moore encerrou a saga do Superman Pré-Crise com o 'O que aconteceu ao Homem de Aço?'. Nela, Bizarro, depois de ter destruído seu planeta, se mata com Kryptonita Azul. O plano da criatura era se tornar a "duplicata imperfeita perfeita", por isso a decisão de matar pessoas, destruir o Mundo Bizarro e tirar sua própria vida.

Bizarro crava o destino de seu filho: o primeiro a morrer
 No mesmo mês, foi publicada a revista DC Comics Presents #97. A edição trouxe outro fim a vida de Bizarro e seus amigos. Na trama, irritado pela existência do planeta em forma de cubo, Aethyr, a consciência demoníaca da Zona Fantasma, explode o Arret. Na tentativa de imitar Jor-El e Lara, Bizarro #1 e Lois Bizarro colocam Bizarro Jr em um pequeno foguete. No entanto, devido à natureza das ações do casal, a nave não é lançada para o espaço e sim para o núcleo do planeta. No fim, todos os habitantes são destruídos. Ironicamente, Bizarro #1 acaba sendo a último a morrer.

Novo Bizarro (Pré-Crise) 
O Novo Bizarro surgiu de um brilhante plano do Bizarro
Pouco depois de sua própria criação através do raio duplicador, Bizarro usa a máquina em si mesmo. Com isso, surge uma duplicata fisicamente idêntica  ao Superman, mas com a mente perturbada de Bizarro. Esse "Novo Bizarro", criado para tentar enganar Lois Lane, morreu depois de ser exposto a à Kryptonita verde. Ele apareceu pela primeira vez em Action Comics #254.

Superboy Bizarro II (Pré-Crise) 
O Superboy Bizarro e sua Legião
Em 1965, na revista Adventure Comics #329 (A Legião dos Super-Heróis #1), surgia a segunda versão bizarra do Garoto de Aço. Criado por Jerry Siegel, um dos criadores do Superman, esse segundo Superboy Bizarro também tem a origem ligada ao raio duplicador. Na história, ele viaja até o século 30 na tentativa de se juntar a Legião dos Super-Heróis. Recusado pelos Legionários, a criatura decide criar suas próprias versões dos jovens em Arret. 

Confrontado pela Legião, o Superboy Bizarro promete acabar com sua equipe em troca de uma coisa: que o Superboy original transforme um diamante em carvão, o que deixaria ele e seus colegas ricos no Mundo Bizarro. Com a ajuda do Rapaz Elemento, o Garoto de Aço cumpre o combinado e as cópias imperfeitas voltam para seu planeta natal.