terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Especial DC 75 Anos: A Era Moderna Parte II: Mudanças e a volta com tudo

Continuando o Especial DC 75 Anos, aqui está a segunda parte do capítulo sobre a Era Moderna: Década de 1990. A indústria dos Quadrinhos passava por uma má fase, capas brilhantes com sangue, homens musculosos e mulher exuberantes de jaqueta valiam mais que uma boa e clássica história. A DC Comics passava por uma má fase. A Image vendia como pastel em feira com suas histórias violentas. A DC para seguir a moda da época tornou suas histórias violentas e causou tragédias na vida de seus principais personagens. Porém, a DC conseguiu dar a volta por cima, mesmo com alguns erros (oras, o que é uma vitória sem algumas pedras no caminho?), a DC espantou a má fase e Superman, Liga da Justiça e outros voltaram com tudo para adentrar o milênio. O novo milênio preparava surpresas e a volta por cima da DC nas vendas.

Especial DC 75 Anos: A Era Moderna Parte II: Mudanças

Surge a Vertigo

De olho no público adulto, a DC criou em 1993 o selo Vertigo que tratou de publicar HQs de teor adulto. A proposta foi um sucesso e foi responsável por títulos de sucesso como Sandman de Neil Gaiman, Monstro do Pântano de Alan Moore e mais tarde Hellblazer, 100 balas, Y, etc. A primeira revista a sair com o selo Vertigo foi Morte: O alto preço da vida.

O Fim da má fase

Em 1996, O Reino do Amanhã (Kingdom Come, no original) foi publicado como uma minissérie, escrita por Mark Waid e ilustrada com arte pintada de Alex Ross. A história mostrava o futuro possível de um Universo DC 20 anos a frente, onde os heróis atuais perderam o respeito pela humanidade, o que obriga os antigos heróis, que haviam se aposentado, a retornarem a ativa para pôr um fim aos atos violentos cometidos por seus sucessores. A trama fazia parte da linha Elseworlds, uma linha que mostrava mundos paralelos iniciada com Batman by Gaslight.

No fim dos anos 1990, a nova saga Noite Final, mostrou a desesperada batalha dos heróis para reacender o Sol, que estava sendo consumido pelo Devorador de Sóis. A saga mostrou o heróico sacrifício de Hal Jordan, como Parallax, para reacender o astro rei. Como conseqüência da saga, Superman ficou sem poderes e mais humano.

Em 1996, a série televisiva Lois & Clark (As Novas Aventuras do Super-Homem por aqui) fazia grande sucesso nos Estados Unidos. Foi quando os produtores decidiram que atrairiam ainda mais audiência se Clark Kent e Lois Lane se casassem. Mas isso não havia acontecido nos quadrinhos, a mídia original do personagem, sem problemas, pois a DC resolveu casas os dois também nos quadrinhos. Lançada como uma edição especial, que saiu nos Estados Unidos em dezembro de 1996 e chegou às bancas brasileiras em maio de 1998, O Casamento do Superman, repercutiu na imprensa tão quanto a morte do herói. O casal se encontra casado e feliz até hoje.

Numa tentativa de reacender seus poderes, Superman se tornou um ser elétrico que mais tarde se dividiu em dois: Azul e Vermelho.

No mesmo período, Grant Morrison assumiu a LJA e a nova formação contava com os 7 grandes: Super, Bat, Aquaman, MM, Lanterna, Flash e Caçador de Marte e mais tarde Aztek, Connor Hawke, Oráculo, Aço, Homem Borracha, Barda, Orion, etc. A nova LJA foi um sucesso e mostrou saga memoráveis como Pedra da Eternidade e Terceira Guerra Mundial.

No finalzinho dos anos 90, Superman voltou ao normal no especial Superman Forever, que comemorava os 60 anos do herói. Falando nos anos 90, foi o período de grande Crossovers, se quiser mais sobre eles clique AQUI.

Ainda no fim dos anos 90, a editora adquiriu a Wildstorm de Jim Lee e passou a publicar a linha ABC de Alan Moore.

Anos 2000

Our Worls at War, conhecido no Brasil como Mundos em Guerra, foi mais uma saga ousado publicada pela DC Comics durante o verão de 2001. Seguindo os roteiros de Jeph Loeb, Joe Casey, Mark Schultz, Joe Kelly e Peter David, a série tratou de um conflito entre os heróis da Terra e a entidade conhecida como Imperiex, que desejava destruir o universo. Entre os artistas da série incluíam-se Mike Wieringo, Ed McGuinness, Doug Mahnke, Ron Garney e Leonard Kirk.

Em janeiro de 2002, Dan DiDio juntou-se a DC Comics, como Vice-Presidente - Editorial, como escritor para Superboy também (edições 94-100), e foi promovido a Vice-Presidente Executivo Editor do Universo DC, em outubro de 2004.

(Clique para ampliar)

Em 2003, depois de quase vinte anos de que o projeto original foi abortado devido a desentendimentos entre as editoras, foi publicado o já clássico crossover LJA & Vingadores por Kurt Busiek e George Pérez. O crossover de 4 edições mostrou todos os personagens que já passearam nos títulos das duas equipes e é considerados por muito o melhor crossover Marvel/DC de todos os tempos. Pérez terminou o projeto com tendinite. O crossover defininitivo entre Marvel e DC ganhou uma encadernação absoluta de luxo que raramente é achada.

Em 2004, a DC começou um lento trabalho em grupo para a seqüência de Crise Nas Infinitas Terras, prometendo substanciais mudanças para o Universo DC. Em 2005 foi lançada Crise Infinita, saga que mostrou o retorno do Superman e Lois Lane da Terra 2, Alex Luthor da Terra 3 e Superboy Primordial do limbo onde estavam desde o fim da primeira Crise. Durante a saga Alex e Superboy tentam recosntruir o universo do modo como eles queriam, mas acabam, graças ao nobre sacrificio de Conner Kent, reconstruindo o universo, reformulando mais uma vez a cronologia. Vale destacar que Superboy Primordial desferiu socos contra a realidade, o que causou mudanças na origem da Legião dos Super-Heróis e Donna Troy e o retorno de Jason Todd.

Após a conclusão de CI, os títulos da DC pularam um ano na continuidade de suas histórias. Este evento recebeu o nome de One Year Later, e os fatos que ocorreram durante o ano saltado foram narrados na série semanal 52 que fo publicada em 2006 e 2007. Misteriosamente a série 52, que tinha tudo para um início brilhante e um sofrido final, conseguiu ser um grande sucesso e mostro o retorno do Multiverso, agora com apenas 52 Terras.

Ainda em 2005, a DC lançou uma nova linha: All Star -no Brasil chamada de Grandes Astros-, concebida para caracterizar alguns dos personagens mais conhecidos da empresa em histórias fora da cronologia. Os dois lançamentos da linha foram produzidos por equipes criativas famosas. All-Star Batman & Robin The Boy Wonder foi lançada em Julho de 2005 com Frank Miller no roteiro e Jim Lee na arte. Até hoje a série não foi concluída. Já All-Star Superman foi lançada início de Novembro de 2005 com Grant Morrison no roteiro e Frank Quitely na arte. All-Star Superman foi um sucesso pois redefiniu o que Superman representa na cultura pop. Falando em títulos fora da continuidade, Alex Ross arrebentou em Justiça (2005), uma versão série e modernizada do eterno embate entre os Superamigos e a Legião do Mal.

Como falar na DC dos anos 2000 sem falar de Morrison? O escritor escocês tachado como louco ainda em 2005 lançou o projeto 7 Soldados da Vitória, composto por mini-séries de um determinado personagem e duas edições especiais. A trama, cheia de metalinguagem, é importantíssima para o entendimento de Crise Final, outro projeto de Morrison. O escritor não parou e assumiu o título Batman, ele não só aumentou as vendas, como trouxe conceitos até então apagados e renegados (como o filho de Batman e o Clube dos Heróis) de volta em histórias memóraveis como Batman R.I.P, descrita por fãs como a história definitiva do Homem Morcego. Após matar Batman, Morrison fez com que Dick Grayson assumisse de seu pai adotivo o manto e que Damian, filho de Batman, assumisse o manto de Robin na nova mensal Batman and Robin. O novo título se tornou um sucesso estrondoso e até a última edição de Morrison, ganhou vários prêmios e liderou o ranking de vendas. Atualmente Morrison trabalha com a nova mensal de Bruce Wayne, que retornou.Por outro lado, alguns fãs criticam Morrison devido ao excesso de metalinguagem, "maluquices", etc.

Foi durante o novo milênio que Geoff Johns se destacou. Ele redifinou a SJA, aumentou as vendas do Flash Wally West com boas histórias e criando novos conceitos, arrumando a bagunçada cronologia de vários personagens, inclusive a do Gavião Negro. Além disso, o jovem escritor trouxe de volta Hal Jordan em Lanterna Verde: Renascimento. Reconstruindo a mitologia dos Lanternas e a do próprio Hal, Johns, junto a Ivan Reis, artista brasileiro que foi considerado o melhor desenhista por fãs e revistas especializads, nos mostrou histórias extraórdinarias envolvendo os Lanternas como: Sinestro Corps War -Guerra dos Anéis-(2008) e A Noite Mais Densa (2009). As duas sagas foram sucesso de público e crítica. Além disso, Johns reiventou a origem de Superman e Lanterna num novo projeto chamado Origem Secreta. Mesmo sendo elogiado por muitos, Johns é criticado por outros devido a tramas que trazem elementos da Era de Prata e de Ouro de volta.

Outra linha que se vem se destacando é a linha infantil Johnny DC, que vem lançando sucessos como Tiny Titans, Superfriends, Billy Batson, que não só fazem sucesso com as crianças como também com os adultos. As séries ganharam diversos prêmios e já foi anunciado mais um lançamento: Legion of Super Pets.


Crise Final

Iniciada em 2008 e terminada em 2009, Crise Final de Grant Morrison, J.G Jones, Marcos Rudy, Carlos Pacheco e Doug Mahnke, foi lançada como a última Crise, a última da trilogia iniciada em Crise nas Infinitas Terras e Crise Infinita. A trama de Morrison foi uma homenagem definitiva aos conceitos de Jack Kirby. Darkseid foi o grande vilão. Durante a história, Batman foi assassinado após usar uma arma para ferir o rei de Apokolips. Seja devido a interferências editorias ou o excesso de complexidade de Morrison, alguns fãs apontam a saga como muito complexa, mas mesmo assim ela foi um sucesso de vendas. A saga teve diversos tie-ins. Entre eles vale destacar: Legião dos Três Mundos, de Johns e Pérez, que uniu as três versões da Legião e arrumou a cronologia da equipe. A saga também mostrou o retorno de Barry Allen.

Mortes

Por falar na morte de Batman, os anos 2000 foi o ano de mortes de personagens importantes: Aquaman, que havia se tornado um monstro para salva Sub Diego, foi assassinado; Caçador de Marte morreu; Shazam (o mago), que voltou revoltado; Donna Troy; Rapina, Superboy, Kid Flash (estes felizmente voltaram), e outros...As mortes e retornos foram os assuntos principais de Noite Mais Densa.

Noite Mais Densa

em 2009 nos EUA, a saga é a terceira parte da trilogia de Geoff Johns para a mitologia dos Lanternas Verdes. A saga mostra todas as tropas de lanternas coloridos (Tropa dos Lanternas Verdes, Tropa Sinestro, Tropa Índigo, Tropa dos Lanternas Azuis, Agente Laranja, Tropa dos Lanternas Vermelhos e Safira-Estrelas) se guerreando e logo depois se unindo contra a Tropa dos Lanternas Negros de Nekron e Mão Negra. A saga, que teve diversos tie-ins, inclusive revistas canceladas que foram "ressuscitadas", foi um sucesso e quebrou vários recordes. Ao fim da saga, doze personagens retornaram: Maxwell Lord, Professor Zoom, Rapina, Jade, Capitão Bumerangue, Nuclear, Caçador de Marte, Aquaman, Gavião Negro, Mulher Gavião, Desafiador e Osíris, sem contar o Antimonitor que também retornou. Com os fantásticos desenhos de Ivan Reis, a saga teve uma continuação: O Dias Mais Claro.

Mudanças Editorias

Em setembro de 2009, a Warner Bros anunciou que a DC Comics se tornaria uma subsidiária da DC Entertainment, Inc., com Diane Nelson, presidente da Warner Premiere, tornando-se presidente da empresa recém-formada e o presidente e editor Paul Levitz assumiu a posição de Editor e Consultor Geral .

Em 18 de fevereiro de 2010, DC Entertainment colocou Jim Lee e Dan DiDio como co-editores da DC Comics, Geoff Johns como Chefe Criativo, John Rood como vice-presidente executivo de Vendas, Marketing e Desenvolvimento de Negócios e Caldon Patrick como vice-presidente executivo de Finanças e Administração .
Recentemente, Bob Harras foi anunciado editor-chefe. Em Setembro de 2010, foi anunciado o fim da Wildstorm.

Outras Mídias

A DC Comics apostou bastante em outras mídias no século XXI. A DC, junto a Warner, a quem a editora pertence, mostrou na TV sucessos como Smallville, que conta a juventude de Clark Kent de Superman com algumas alterações e participações espaciais como a do Arqueiro Verde, Flash, Aquaman e surpreendemente Cyborg e futuramente Darkseid. Uma série que não teve sucesso como Smallville foi Birds of Prey -bizarremente Mulher Gato no Brasil-que adaptava para TV as aventuras do grupo Aves de Rapina.

A DC Comics também apostou e fez bonito com os desenhos. Como não esquecer de Liga da Justiça(2001) e Liga da Justiça Sem Limites, que mostrou milhares de personagens e mostrou uma história muito boa que colou nerds na frente das telas de suas TVs diariamente no SBT e Cartoon Network. Outra animação que fez sucesso foi Jovens Titãs, de 2003, que adaptou os Novos Titãs para a TV com um estilo anime. Até a Legião dos Super-Heróis teve uma série animada, que apesar de um bom início, perdeu forças na segunda temporada ao fugir um pouco das histórias das HQs. Atualmente a animação sendo exibida é Batman: Os Bravos e Destemidos, que vem fazendo um enorme sucesso pois mostra Batman, a prata da casa nos anos 2000 ao lado de personagens obscuros que nunca tinham aperecido na Tv e outros já conhecidos. Para o ano que vem está previsto uma série animada do Lanterna Verde.

Falando em animação, a DC surpreendeu com os longas animados baseados em famosas séries. Se destacam: Batman do Futuro: O Retorno do Coringa; Batman: Cavaleiro de Gotham; Liga da Justiça: A Nova Fronteira; A Morte do Superman; Mulher Maravilha; Superman/Batman: Inimigos Públicos; Lanterna Verde: Primeiro Vôo; Liga da Justiça: Crise em duas Terras; Superman/Batman: Apocalypse; Batman: Capuz Vermelho e o recente Superman/Shazam: O retorno de Adão Negro. Todos foram lançados diretamente em DVD e venderam centenas de milhares de cópias, fazendo com que a DC continuasse investindo no ramo.

Enquanto aos filmes, a DC obteve resultados variados. A DC ousou em lançar em 2004 Mulher Gato, estralado por Halle Berry. O filme, nada haver com a Mulher Gato das HQs, foi um fracasso. As coisas melhoraram em 2005 com o lançamento de Batman: Begins, de Christopher Nolan e com Christian Bale no papel do herói. O filme que reiniciava a franquia foi um sucesso. Se Batman teve sorte, Superman não. Lançado em 2006, Superman: O Retorno, de Bryan Singer, era uma espécie de continuação de Superman II, porém não alcançou o sucesso esperado. Já em 2008, Batman voltou as telonas com Batman: O Cavaleiro das Trevas, que teve como grande destaque Heath Ledger no papel do vilão Coringa. Infelizmente o ator faleceu antes de ter recebido o Oscar.

Outro filmes foram lançados: Em 2009 foi a vez de Watchmen, que dividiu opiniões. Em 2010 foi lançado Jonah Hex, um fracasso de bilheteria e crítica. Do filme só vale destacar a bela Megan Fox no papel de uma prostituta.

Ano que vem estreia Lanterna Verde: O Filme. O trailer já está disponivel na Internet.

O que vem por aí

FlashPoint, Dia Mais Claro, LJA: Geração Perdida, Guerra dos Lanternas Verdes serão os próximos lançamentos da DC no Brasil. Geração e Dia mais Claro, que mostram os doze ressuscitados tentando se readaptarem, já estão fazendo sucesso nos EUA.

Algumas fontes consultadas: Super-Heróis no Cinema e no Longa Metragens da TV (Editora Europa), Super Heróis nos Desenhos Animados (Editora Europa), Mundo dos Super-Heróis #23-Dossiê DC Comics 75 Anos (Editora Europa), Liga da Justiça/Vingadores Edição limitada absoluta de luxo (Editora Panini), Torre Titã, Multiverso DC

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